A Presidente do Conselho de Administração da Agência Marítima Nacional, Anisabel Veríssimo e Costa, reconheceu, sem rodeios, que ainda existem lacunas jurídicas, operacionais e de segurança marítima. No entanto, garantiu que o país está a mobilizar todos os recursos e actores relevantes.
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“Estamos a reunir todas as entidades do sector para identificar fragilidades e superá-las. O objectivo é garantir um resultado positivo e sair da lista de Estados não conformes”, afirmou a PCA da Agência Marítima Nacional, durante a Conferência Nacional sobre a preparação para a Auditoria Obrigatória da Organização Marítima Internacional.
O Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, reforçou a urgência e a dimensão estratégica do momento. “Ou nos afirmamos agora, ou perdemos uma oportunidade de ouro. Não basta termos uma agência motivada. Precisamos de um sistema articulado, interministerial e com compromisso político e técnico real.”
Durante o evento, foi ainda apresentada a Estratégia Nacional 2025–2029, que estabelece metas claras, indicadores e acções concretas para assegurar a aplicação efectiva dos instrumentos obrigatórios da OMI. A auditoria analisará não apenas a legislação, mas a eficácia prática do sistema, incluindo os mecanismos de fiscalização, certificação de marítimos e protecção ambiental.
Com a aproximação da avaliação, cresce a pressão sobre as autoridades angolanas para provar que o país é capaz de cumprir os padrões internacionais. O Governo acredita que a conformidade poderá trazer benefícios reais, como reconhecimento internacional, atracção de investimentos e novas oportunidades para os profissionais marítimos nacionais.



