A Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo voltou a ser apontada como um dos motores centrais da industrialização nacional, no discurso sobre o Estado da Nação proferido esta quarta-feira pelo Presidente da República, João Lourenço. O Chefe de Estado destacou o papel da ZEE na retoma e diversificação da produção industrial angolana, sublinhando que o parque industrial do país conta hoje com 718 unidades de média e grande dimensão, distribuídas por 24 ramos de actividade, reflexo de um processo de crescimento contínuo desde o pós-guerra.
Criada entre 2002 e 2013 como parte dos grandes projectos estruturantes do país, a Zona Económica Especial Luanda-Bengo tem sido determinante na geração de emprego para a juventude e na redução da dependência das importações, ao lado dos pólos industriais de Viana e da Catumbela. “A nossa indústria transformadora está a assumir um papel central na diversificação da economia e na segurança alimentar”, afirmou o Presidente, acrescentando que a produção industrial fora do sector petrolífero cresceu 5,15% no segundo trimestre de 2025.
No mesmo discurso, João Lourenço lembrou que a reabilitação de unidades de base, como as indústrias alimentares, de construção civil e bebidas, relançou a capacidade produtiva nacional após décadas de guerra. “Os programas de financiamento estão a gerar resultados animadores, reforçando o papel da indústria na criação de empregos e na sustentabilidade económica”, sublinhou.
A ZEE Luanda-Bengo, que abriga actualmente dezenas de fábricas e projectos em sectores estratégicos como agroindústria, metalurgia e montagem automóvel, é vista pelo Executivo como peça-chave na estratégia de industrialização e substituição das importações. O Presidente reafirmou o compromisso do Governo em continuar a investir em infra-estruturas e incentivos fiscais para atrair mais investimento privado e potenciar a produção nacional.
Com os olhos postos no futuro, João Lourenço afirmou que Angola está a “entrar numa nova fase de consolidação industrial”, na qual a Zona Económica Especial se destaca como símbolo da transição económica e do potencial produtivo do país.




