A NOA Ópticas leva ao 2.º Congresso do Instituto Oftalmológico Nacional de Angola o tema do controlo da progressão da miopia em crianças, acompanhada por dois especialistas da Hoya Vision Care Portugal. O encontro decorre a 8 e 9 de Outubro na ENAPP, em Luanda, e o primeiro dia coincide com o Dia Mundial da Visão.
POC NOTÍCIAS | REDACÇÃO | geral@pocnotícias.ao | FOTO: DR
O 2.º Congresso do Instituto Oftalmológico Nacional de Angola (IONA) decorre a 8 e 9 de Outubro, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), em Luanda, sob o tema “Inovação, Tecnologia e Acesso à Saúde Ocular” e o lema “Inovar para ver melhor”. A sessão de abertura, na manhã de quinta-feira, conta com a presença da Directora-Geral do IONA, Luísa Paiva, e de um representante do Ministério da Saúde.
A intervenção da NOA Ópticas está marcada para a manhã de sexta-feira, 9 de Outubro, dia em que o congresso dedica a sessão de abertura ao Simpósio do Retinoblastoma — uma jornada centrada na saúde ocular infantil, da detecção precoce ao tratamento multidisciplinar. O tema que a NOA Ópticas leva ao encontro é o controlo da progressão da miopia em crianças: corrigir a visão de uma criança míope e travar a velocidade a que essa miopia se agrava são duas coisas diferentes, e hoje existem soluções concebidas especificamente para a segunda.
Acompanham a NOA Ópticas dois quadros da Hoya Vision Care Portugal, deslocados propositadamente para o congresso. Simão Pedro Silva é Eye Care Specialist da empresa e tem percurso como optometrista em contexto clínico e de retalho em Portugal e em Cabo Verde, além de formador, tendo desempenhado ainda funções de Commercial Excellence Director na Hoya Lens Brasil. Paulo Moreira é National Account Manager da Hoya Vision Care Portugal e responsável pela gestão da marca no mercado português.
A Hoya é uma multinacional japonesa que actua no sector através da Hoya Vision Care, divisão de lentes oftálmicas cujo portefólio inclui as marcas SEIKO e PENTAX. Um dos seus produtos, a MiYOSMART, assenta na tecnologia D.I.M.S. — Defocus Incorporated Multiple Segments —, desenvolvida em 2014 em cooperação com a Universidade Politécnica de Hong Kong, e combina a correcção óptica em toda a superfície da lente com uma zona de tratamento em anel destinada a abrandar a progressão do grau. A tecnologia foi distinguida em 2018 na Exposição Internacional de Invenções de Genebra e já foram vendidas mais de 15 milhões destas lentes em mais de 50 países. NOA Ópticas detém a exclusividade em todo território nacional de fornecimento das lentes Hoya e toda tecnologia associada.
“A miopia deixou de ser encarada apenas como um erro refrativo que se corrige com uma lente. Sabemos hoje que é uma condição que evolui ao longo da infância e da adolescência, e que essa evolução pode ser abrandada. Essa mudança de paradigma — de corrigir para controlar — é o que temos vindo a trabalhar com os profissionais do sector. A tecnologia só chega às crianças se quem as observa souber que ela existe, e é por isso que estar presente num congresso como este importa”, refere Simão Pedro Silva.
A detecção continua a ser o principal obstáculo. Uma criança míope raramente se queixa de ver mal, porque nunca viu de outra maneira. Os sinais existem, mas são indirectos: senta-se muito perto da televisão, encosta o telemóvel ao rosto, franze os olhos para ver ao longe, queixa-se de dores de cabeça ao fim do dia. No campo de jogos parece descoordenada e desinteressada, quando o que se passa é que não vê a bola a tempo.
“Uma criança não se queixa de ver mal, porque nunca viu de outra maneira. Quem tem de reparar são os adultos — quando ela encosta o rosto ao telemóvel, quando franze os olhos para ver ao longe, quando tem dores de cabeça ao fim do dia. Muitas vezes é rotulada de distraída, e o problema é outro: não está a ver”, afirma Ita Lourenço Carvalho, Directora Técnica da NOA Ópticas, licenciada em Ortóptica e Ciências da Visão pela Escola Superior de Saúde de Lisboa.
Quando não é detectada, a miopia agrava-se ano após ano ao longo do crescimento, e graus elevados estão associados a maior risco de complicações oculares na idade adulta. Em Angola não existem dados públicos consolidados sobre a prevalência de erros refractivos em idade pediátrica, o que dificulta o dimensionamento do problema e a definição de políticas de rastreio.
“O rastreio precoce é o passo que continua a faltar. Uma avaliação visual a uma criança não demora, não é invasiva e pode alterar o percurso da sua visão até à idade adulta. O que pedimos aos pais é simples: não esperem que a criança se queixe, porque ela não o vai fazer. Basta levá-la a observar”, acrescenta a Directora Técnica da NOA Ópticas.
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