O Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, deixou duras críticas aos órgãos de inspecção durante o encontro dedicado ao sector industrial, realizado recentemente, nas instalações da Fábrica do Grupo Naval, em Viana, sob o lema “Missão, Desafios e Oportunidades das Indústrias de Bens Alimentares em Angola”.
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Segundo o governante, muitas instituições de inspecção “não correspondem às expectativas”, tendo anunciado que algumas serão extintas e outras fundidas para garantir maior eficiência.
“Não entendemos a forma como muitos órgãos de inspecção trabalham. Em vez de servirem os objectivos que desejamos, acabam por agir em sentido contrário. Há inspectores que actuam a seu bel-prazer, sem alinhamento com as políticas definidas. Essa realidade tem de mudar”, afirmou José de Lima Massano.
O responsável sublinhou que o Executivo tem vindo a acompanhar de perto a dinâmica económica, avaliando o impacto das medidas de estímulo e recolhendo contributos junto dos principais operadores de diversos sectores, com vista a melhorar a eficácia governativa e criar condições para um crescimento mais sustentável.
Durante a intervenção, o ministro realçou ainda que, apesar da forte dependência externa, Angola dispõe de potencial para integrar a produção de base na indústria nacional, defendendo que esta deve ser uma prioridade para reduzir vulnerabilidades e potenciar a transformação alimentar no país.
O encontro, que contou também com uma apresentação do especialista António Stott, foi uma oportunidade para escutar o sector privado, numa altura em que decorrem os preparativos para o Orçamento Geral do Estado de 2026.
No fecho do evento, Massano sugeriu a criação de uma associação ou estrutura representativa da indústria de transformação alimentar, com o objectivo de assegurar uma interacção mais directa e eficaz com o Governo, reforçando a importância da segurança alimentar para o desenvolvimento económico nacional.