A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), a TotalEnergies e os parceiros do Bloco 20, PETRONAS e Sonangol, assinalaram esta sexta-feira, no Estaleiro da Petromar, no Ambriz, província do Bengo, o início oficial das actividades de fabricação do Projecto Kaminho, primeiro desenvolvimento da Bacia do Kwanza em águas profundas.
A cerimónia do “Primeiro Corte de Aço”, presidida pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, marca a fase inicial de um investimento avaliado em 6 mil milhões de dólares, aprovado em Maio de 2024, com vista à exploração dos campos de Cameia e Golfinho, situados a 100 quilómetros da costa angolana, a uma profundidade de 1.700 metros.
As operações no estaleiro incluem a fabricação de mais de 5,5 mil toneladas de estruturas metálicas para os pacotes FPSO e SURF, correspondendo a 1,2 milhão de horas de trabalho, das quais 94% serão asseguradas por mão-de-obra qualificada angolana. O plano prevê ainda o fabrico de 12 âncoras verticais de sucção, com 170 toneladas cada e 24 metros de altura, bem como um protector de linhas de fluxo para a Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarregamento (FPSO), com 80 metros de comprimento.
Com o objectivo de produzir 70 mil barris por dia, o projecto representa um marco histórico para a indústria petrolífera nacional e integra uma componente ambiental significativa, evitando a emissão de cerca de 8 milhões de toneladas de CO₂ ao longo da sua vida útil.
O consórcio é liderado pela TotalEnergies (40%), tendo como parceiros a PETRONAS (40%) e a Sonangol (20%).
Durante o acto, o Ministro Diamantino Azevedo sublinhou que “este é o primeiro desenvolvimento offshore da Bacia do Kwanza, sinal claro de que as reformas fiscais e legais implementadas pelo Executivo estão a criar um ambiente de negócios mais atractivo e seguro para o investimento privado, assegurando reservas e impulsionando o conteúdo local”.
A cerimónia contou ainda com a presença do Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, do PCA da Sonangol, Gaspar Martins, de representantes da PETRONAS e de distintas entidades do sector.