O Executivo angolano reforçou o compromisso com a diversificação económica e a modernização do sector agro-industrial com a assinatura de seis instrumentos financeiros e técnicos, envolvendo entidades públicas e empresas privadas.
Entre os destaques, o Fundo Soberano de Angola (FSA) assinou dois memorandos de entendimento avaliados em mais de 293 milhões de dólares. O primeiro, no valor de 250 milhões de dólares, com a empresa Noble Group, prevê a criação de um complexo integrado para produção de açúcar e álcool nas províncias do Bengo e Malanje. O projecto permitirá produzir 150 mil toneladas de açúcar por ano e instalar uma destilaria com capacidade para 36 milhões de litros anuais, além da criação de mais de 10 mil empregos directos.
O segundo memorando, assinado com a Tropical Green, Fruits and Vegetables, representa um investimento de 43,5 milhões de euros para a implementação de uma fazenda de mil hectares, no Huambo, dedicada à produção de abacates para exportação.
No Pólo Industrial da Catumbela, em Benguela, a empresa JF Fonseca vai instalar uma fábrica de polpas de frutas, avaliada em 779 milhões de kwanzas, com previsão de produzir anualmente 362 toneladas (50% de maracujá, 25% de manga e 25% de ananás).
O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) e o Banco de Poupança e Crédito (BPC) lançaram a linha “Crédito 50 Anos”, com uma dotação inicial de 2,5 mil milhões de kwanzas, destinada a 50 empreendedores agropecuários. A iniciativa enquadra-se no programa “Transforma Aqui”, que concede financiamentos até 800 milhões de kwanzas para médias empresas.
Estas medidas, segundo o Ministério do Planeamento, visam reforçar a segurança alimentar, aumentar a produtividade e gerar novos postos de trabalho.