Francisco Soares, de 40 anos, vive há mais de uma década entre hospitais, consultas e promessas adiadas. Diagnosticado em 2012 com desgaste na cabeça do fémur, foi submetido, em 2015, a uma intervenção cirúrgica que lhe devolveu a mobilidade, após a colocação de uma prótese metálica. Durante quatro anos conseguiu retomar a vida com relativa normalidade.
Contudo, em 2019, um acidente veio agravar o seu estado de saúde. Desde então, as dificuldades de locomoção intensificaram-se e a prótese necessita, com urgência, de uma revisão cirúrgica. Sete anos depois do acidente, Francisco continua à espera de uma solução definitiva, enquanto as dores se tornam cada vez mais incapacitantes.
Segundo relata, já percorreu diversas unidades hospitalares em busca de atendimento especializado. Apesar de ter junta médica aprovada, aguarda há três anos por chamada para a cirurgia. Durante este período, foi orientado a “ir passando” regularmente para obter informações, mas até ao momento não há indicação concreta sobre a data da intervenção. O seu processo, refere, encontra-se referenciado para tratamento na África do Sul, sem avanços conhecidos.
Actualmente, Francisco vive dependente de medicação para suportar as dores intensas que sente ao sentar-se ou ao dar alguns passos com o auxílio de muletas. O uso prolongado de analgésicos agravou problemas gástricos que enfrenta há mais de 13 anos, provocando episódios de gastrite aguda e, em situações mais graves, vómitos com sangue.
Pai de quatro filhas, Francisco enfrenta também o peso emocional de não conseguir acompanhar plenamente o crescimento das crianças. Apenas a filha mais velha guarda memórias de caminhar de mão dada com o pai ou de ser levada ao colo. As restantes cresceram já sob as limitações impostas pela sua condição física.
Órfão de pai e mãe, Francisco lança agora um apelo solidário à sociedade, solicitando apoio para que possa realizar a intervenção cirúrgica de que necessita com urgência. Familiares e amigos incentivam à partilha do caso, na esperança de que a mobilização colectiva possa contribuir para devolver-lhe a mobilidade e a dignidade.
Contactos para apoio: 930 097 612 / 951 117 239




