As exportações angolanas registaram uma queda homóloga de 10,83% em Fevereiro de 2026, totalizando 2,12 biliões de kwanzas, numa trajectória descendente fortemente condicionada pelo comportamento do preço do petróleo bruto, principal produto de exportação do país.
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Segundo o INE, a contracção das vendas ao exterior contrasta com uma redução mais moderada das importações, que caíram 1,72% no mesmo período, fixando-se em 1,11 biliões de kwanzas . Este desfasamento contribuiu para uma diminuição do saldo da balança comercial, que recuou para 1,01 biliões de kwanzas, menos 19,08% face ao período homólogo.
A pressão sobre as exportações resulta, sobretudo, da elevada dependência do sector petrolífero, que continua a representar mais de 92% do total exportado. Esta concentração torna o desempenho externo particularmente sensível às oscilações dos mercados energéticos internacionais.
Apesar do recuo anual, os dados mostram uma ligeira recuperação face a Janeiro de 2026, com as exportações a crescerem 3,22% em termos mensais, sugerindo alguma estabilização de curto prazo.
Ainda assim, o quadro global aponta para desafios estruturais persistentes, nomeadamente a necessidade de diversificação da base exportadora e redução da vulnerabilidade a choques externos.
Num contexto de incerteza nos preços do crude, o desempenho do sector externo continuará a ser um dos principais indicadores a monitorizar para avaliar a robustez da economia angolana ao longo de 2026.
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