A Deloitte, líder global em serviços de auditoria interna, lança um estudo pioneiro que avalia a maturidade função de Auditoria Interna na banca angolana, analisando de forma comparativa as práticas, estruturas, metodologias e desafios enfrentados pelas Direcções de Auditoria Interna de 13 bancos do mercado nacional, que representam cerca de 88% de quota de mercado.
O estudo surge num contexto de crescente exigência regulatória, e de transformação digital, e conclui que apesar da evolução verificada nos últimos anos, são as exigências regulatórias e as mais recentes Normas Globais de Auditoria Interna que têm pressionado à melhoria contínua, reforçando o seu posicionamento dentro das instituições, e a necessidade de aumentar a sua eficiência e eficácia através da transformação digital.
A inexistência de recursos humanos dedicados à auditoria da componente de sistemas de informação, em diversas instituições financeiras bancárias, representa uma oportunidade clara de especialização numa área crítica face ao aumento dos riscos tecnológicos e de cibersegurança.
Adicionalmente, a necessidade de reforçar o processo de capacitação contínua dos colaboradores deve ser entendida como um passo essencial. O estímulo à formação anual estruturada auxilia os bancos a acompanhar padrões internacionais. Dentro do programa de capacitação, a existência de colaboradores com certificações relevantes na área, como o Certified Internal Auditor (CIA) e o Certified Information Systems Auditor (CISA), surge como um vector estratégico, devendo ser encarada como um compromisso com a qualidade técnica, rigor e alinhamento com práticas globais.
O estudo mostra que há ainda espaço para a evolução tecnológica da auditoria interna. A introdução de sistemas dedicados de suporte, aliados ao uso sistemático de data analytics, pode transformar o modelo de auditoria, permitindo a realização de auditorias contínuas e à distância, monitorização automatizada e maior eficiência na execução do plano de auditoria.
A evolução para planos plurianuais de auditoria interna e a integração crescente de auditorias aos sistemas de informação irão permitir às instituições financeiras bancárias caminhar para uma abordagem mais estratégica. O reforço de Programas de Avaliação e Melhoria da Qualidade (QAIP) e a realização de avaliações externas, conforme requerido pelas Normas do Institute of Internal Auditors, irão assegurar uma maturidade crescente e revelar o compromisso e foco com a melhoria contínua.
José Barata, Country Managing Partner da Deloitte Angola, sublinha que “este estudo reafirma o compromisso da Deloitte com Angola e o contributo para o fortalecimento institucional e governança do sistema financeiro nacional. Pretendemos continuar a apoiar as instituições financeiras bancárias na construção de funções de Auditoria Interna fortes, independentes e alinhadas com padrões internacionais, contribuindo assim para um sector financeiro mais sólido e confiável.”
A Auditoria Interna na banca angolana está num percurso positivo de evolução e modernização. Apesar dos desafios existentes, as funções de Auditoria Interna têm hoje a oportunidade de se afirmar como agentes de transformação, contribuindo para Instituições mais sólidas, mais eficientes e mais preparadas para o futuro.



