O fortalecimento da produção nacional, a atracção de investimento e a criação de novas oportunidades de exportação estiveram no centro do Fórum do Agronegócio Angola–Brasil, realizado esta quarta-feira, em Luanda. Promovido pelo LIDE Angola, o encontro reforçou a cooperação económica entre os dois países e destacou o agronegócio como sector estratégico para a diversificação da economia angolana.
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Sob o lema “Produzir Mais, Exportar Melhor: Caminhos para a Diversificação da Economia Angolana”, o Fórum reuniu governantes, empresários, investidores, instituições financeiras, produtores e especialistas para debater oportunidades de investimento, inovação tecnológica, financiamento, produção animal, logística, infra-estruturas, biotecnologia e acesso aos mercados internacionais.
Entre as principais presenças estiveram o Ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos, em representação do Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano; o Ministro do Turismo, Márcio Lopes Daniel; o fundador do LIDE, João Doria; e o Presidente do LIDE Angola, Venceslau Andrade, além de representantes dos sectores público e privado de Angola e do Brasil.
O evento contou ainda com a assinatura de um protocolo de cooperação entre o LIDE Angola e a Câmara de Comércio Angola-Brasil, reforçando as relações empresariais e as oportunidades de investimento entre os dois países.
Para Venceslau Andrade, Angola deve afirmar-se não apenas como mercado consumidor, mas como destino de produção e investimento. “Queremos criar um ambiente de negócios que permita produzir mais em Angola, reduzir a dependência das importações e aumentar a nossa capacidade de exportação, posicionando o país como uma plataforma agrícola capaz de abastecer o mercado interno e outros mercados africanos”, afirmou o Presidente do LIDE Angola.
Por sua vez, João Doria, fundador do LIDE, destacou o Fórum como uma plataforma para aprofundar as relações económicas, bilaterais, afectivas, culturais e históricas entre Angola e Brasil, defendendo Angola como parceiro estratégico para a expansão da presença brasileira em novos mercados.
O encontro reforçou, assim, uma visão comum entre os dois países: atrair investimento, incorporar tecnologia, produzir mais, agregar valor localmente e tornar o agronegócio um dos motores da diversificação económica de Angola.
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