O livro Petróleo Bruto: Poder, Reviravolta e Transformação em Angola, do presidente executivo da Câmara Africana de Energia, NJ Ayuk, apresentado esta quarta-feira em Luanda, analisa as reformas que contribuíram para recuperar a confiança dos investidores e reanimar a exploração e produção petrolífera no país.
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A obra destaca a reorganização institucional do sector, com a separação das funções de regulação, a criação de novos mecanismos de acesso às concessões e a adopção de regimes destinados a tornar mais atractivos os investimentos em activos maduros e campos marginais.
Segundo Ayuk, foi esta combinação de reformas, e não apenas a dimensão das reservas de petróleo, que permitiu atrair novamente capital para Angola. Entre as empresas que ampliaram ou retomaram a actividade no país estão a TotalEnergies, Azule Energy, ExxonMobil, Chevron, Shell e Petrobras, enquanto operadores independentes também aumentaram a sua presença.
A retoma já se reflecte em novos projectos. Begónia e a Fase 3 do CLOV entraram em produção em 2025, acrescentando cerca de 60 mil barris por dia, enquanto o projecto Kaminho tem início de produção previsto para 2028. Nos próximos cinco anos, estão previstos investimentos de até 70 mil milhões de dólares na exploração e produção.
Durante a apresentação, o PCA da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, defendeu uma nova etapa para o sector, assente numa Angola “mais eficiente, inovadora e competitiva”, capaz de transformar os recursos petrolíferos em oportunidades para as próximas gerações.
O lançamento do livro ocorre numa altura em que Angola procura consolidar a recuperação do investimento no sector, estabilizar a produção e garantir maior impacto económico dos projectos petrolíferos.




