Agência Mutamba adopta sistema que identifica o motivo da visita logo à entrada e encaminha o cliente para o serviço adequado. Banco pretende reduzir etapas e tempos de espera, combinando atendimento presencial com soluções digitais.
POC NOTÍCIAS | REDACÇÃO | geral@pocnotícias.ao | FOTO: DR
O Banco Millennium Atlântico reinaugurou esta quarta-feira a Agência Mutamba, em Luanda, com um novo modelo de atendimento que procura reduzir o tempo de permanência dos clientes nas agências e tornar mais eficiente a prestação dos serviços bancários.
A principal inovação está na adopção do modelo In-Line, que permite identificar, logo à entrada, o motivo da deslocação do cliente e encaminhá-lo directamente para o serviço adequado. Segundo o banco, o sistema pretende eliminar etapas desnecessárias, reduzir a repetição de informações e melhorar a gestão dos fluxos dentro da agência.
A nova configuração da Mutamba inclui também espaços destinados ao atendimento personalizado e uma reorganização das áreas de serviço. A estrutura foi desenhada para permitir uma maior articulação entre os canais digitais e o atendimento presencial, num momento em que o sector bancário procura transferir para as plataformas digitais operações que anteriormente dependiam da presença física dos clientes.
A estratégia representa uma mudança na função das agências bancárias, que passam progressivamente de espaços centrados na execução de operações para estruturas vocacionadas para orientação, aconselhamento e resolução de necessidades mais específicas dos clientes.
“Estamos a mudar a forma como recebemos, acompanhamos e respondemos aos nossos clientes”, afirmou Sidney Magalhães, CBO do Banco Millennium Atlântico. Segundo o responsável, a tecnologia deverá ser utilizada “onde acrescenta valor”, sem substituir a proximidade e a relação humana que continuam a ser relevantes na actividade bancária.
A Agência Mutamba passa, deste modo, a funcionar como uma referência para o novo modelo de atendimento do Millennium Atlântico, numa estratégia que combina reorganização dos espaços físicos, digitalização e maior personalização do serviço. A instituição não avançou, contudo, com dados sobre a redução esperada dos tempos médios de atendimento ou sobre a expansão deste modelo para outras agências.
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