A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, esta segunda-feira, em Luanda, a Rede do Pacto Global das Nações Unidas em Angola, uma iniciativa que visa fortalecer as parcerias empresariais nacionais e internacionais e impulsionar práticas de sustentabilidade no sector privado angolano.
POC NOTÍCIAS | BORGES FIGUEIRA | geral@pocnoticias.ao | Foto: DR
Durante a cerimónia de lançamento, a subsecretária-geral da ONU e directora executiva do Pacto Global das Nações Unidas, Sanda Ojiambo, destacou que Angola “está no limiar de uma nova era”, sublinhando que a adopção de práticas empresariais responsáveis será determinante para reforçar a competitividade do país e promover um desenvolvimento sustentável a longo prazo.

A nova rede surge com o objectivo de mobilizar o sector privado angolano para a adopção de práticas empresariais responsáveis e sustentáveis, alinhadas com os dez princípios do Pacto Global das Nações Unidas e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre as principais acções previstas constam programas de capacitação empresarial, acesso a ferramentas e orientações internacionais, plataformas de aprendizagem e partilha de boas práticas, oportunidades de networking e iniciativas de cooperação entre empresas, Governo, ONU e parceiros privados.
A directora executiva da Rede do Pacto Global das Nações Unidas em Angola, Eliana Pereira dos Santos, afirmou que o foco inicial da organização será apoiar as empresas na transição “do compromisso para a implementação”, promovendo a integração da sustentabilidade nas estratégias centrais de negócio, bem como o reforço da transparência e da criação de valor social e económico.
Com um Produto Interno Bruto superior a 100 mil milhões de dólares e uma população jovem em rápido crescimento, Angola é vista pela ONU como um mercado estratégico para o desenvolvimento de modelos de negócios sustentáveis, sobretudo nos sectores da energia, mineração, agricultura, finanças e serviços.
Segundo a responsável, entre as prioridades da nova rede destacam-se a adesão de empresas, a criação de estruturas de governação e o lançamento de iniciativas alinhadas às prioridades nacionais e aos princípios do Pacto Global. A organização prevê igualmente o desenvolvimento de programas de capacitação e cooperação entre países lusófonos, através de parcerias com redes do Brasil, Portugal e Moçambique.
A Rede do Pacto Global das Nações Unidas em Angola vai apoiar os objectivos da estratégia Angola 2050, promovendo investimentos sustentáveis, o fortalecimento do sector privado e a criação de condições favoráveis para acelerar os ODS, com destaque para áreas estratégicas como energia, digitalização e emprego digno.
De acordo com a ONU, Angola encontra-se igualmente alinhada com a Agenda 2063 da União Africana, que defende um desenvolvimento sustentável, inclusivo e liderado pelos africanos. Neste contexto, a rede angolana deverá contribuir para a promoção de práticas empresariais responsáveis e para a mobilização do sector privado em prol do crescimento inclusivo.
A criação da Rede do Pacto Global das Nações Unidas em Angola contou com o apoio de um Comité Consultivo, criado em Março de 2024, composto por líderes empresariais angolanos e representantes da ONU, que desempenhou um papel estratégico na mobilização do sector privado e na preparação do lançamento da iniciativa no país.
Com a entrada de Angola, o continente africano passa a contar com dez Redes Locais do Pacto Global das Nações Unidas, constituídas em bases nacionais ou multinacionais.
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