A China e a Índia reforçaram, em Fevereiro de 2026, a sua posição como principais parceiros comerciais de Angola, concentrando a maioria das exportações nacionais e assumindo também um peso relevante nas importações, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
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De acordo com a Folha de Informação Rápida do Comércio Externo, a China absorveu 46,42% das exportações angolanas, enquanto a Índia representou 28,03%, o que, em conjunto, perfaz mais de 74% do total exportado pelo país. Este nível de concentração evidencia uma forte dependência de dois mercados asiáticos, sobretudo no escoamento de petróleo bruto.
Do lado das importações, a China mantém igualmente a liderança, com 23,47% do total, seguida novamente pela Índia, com 12,98%, confirmando uma relação comercial bilateral intensa e assimétrica.
A estrutura geográfica do comércio externo angolano revela ainda uma presença residual de parceiros europeus nas exportações, com países como França, Espanha e Bélgica a registarem quotas significativamente inferiores e, em alguns casos, quedas acentuadas nos valores transaccionados.
Para analistas, esta elevada concentração representa um risco estratégico, na medida em que expõe a economia angolana a choques externos específicos, nomeadamente variações na procura asiática ou alterações nos preços internacionais do petróleo.
Apesar disso, a dinâmica com China e Índia continua a ser um pilar central da balança comercial, sustentando o superavit externo e garantindo liquidez em moeda estrangeira — ainda que à custa de uma diversificação limitada.
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