A TAAG – Linhas Aéreas de Angola repudiou a divulgação pública de documentos internos considerados confidenciais e garantiu que estão em curso mecanismos para o apuramento de responsabilidades, na sequência de conteúdos recentemente tornados públicos com acusações e interpretações que, segundo a companhia, não correspondem ao contexto real da sua actividade.
Num posicionamento institucional, o Conselho de Administração da transportadora aérea nacional considerou que a divulgação indevida de informação reservada viola deveres legais de confidencialidade, compromete o funcionamento normal das organizações e pode afectar o ambiente de confiança necessário à execução do processo de transformação estrutural actualmente em curso na empresa.
Com 88 anos de história, a TAAG recorda que foi fundada em 1938 como Divisão de Transportes Aéreos de Angola, tendo atravessado diferentes fases da história do país, incluindo a nacionalização em 1975 e a transformação em sociedade anónima em 2018, mantendo-se até hoje sob controlo de entidades públicas.
Enquanto companhia de bandeira, a empresa sublinha o seu papel estratégico para a mobilidade e conectividade de Angola, bem como para a projecção internacional do país.
A administração destaca que a companhia está actualmente a executar o Plano Estratégico 2024–2029, estruturado em dois programas principais – AVEST (Aviation Excellence & Systemic Transformation) e PALANCA – desenvolvidos em parceria com a consultora internacional Lufthansa Consulting.
O objectivo passa por alinhar a transportadora angolana com as melhores práticas internacionais do sector da aviação civil, reforçando áreas consideradas críticas como a segurança operacional, eficiência organizacional, sustentabilidade financeira e desempenho comercial.
No domínio dos recursos humanos, a companhia destaca avanços relevantes registados entre 2025 e 2026, entre os quais a digitalização integral do sistema de gestão de assiduidade e a recuperação da base de dados de recursos humanos após um ataque cibernético.
A empresa iniciou igualmente programas AB Initio para formação de pilotos e técnicos de manutenção, tendo formado cerca de 130 pilotos em apenas dois anos, número que ultrapassa o total de cadetes formados desde 1978.
Em 2025 foram também admitidos 75 novos tripulantes de cabine, num processo que incluiu a modernização dos métodos de recrutamento e a identificação de talentos estratégicos.
No plano operacional, a transferência integral das operações para o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto é apontada como um passo decisivo para reforçar a eficiência logística e consolidar Luanda como hub regional de aviação.
A modernização da frota constitui igualmente um dos principais eixos da transformação da companhia. A TAAG dispõe actualmente de 28 aeronaves, das quais 16 estão operacionais, número que varia em função dos ciclos programados de manutenção técnica obrigatória.
Em 2025, a transportadora nacional transportou mais de 1,25 milhões de passageiros, num período marcado pela abertura de novas rotas e pelo reforço de parcerias estratégicas no mercado africano.
A administração reconhece, contudo, que os anos de 2025 e 2026 representam um período de transição financeira, uma vez que a introdução de aeronaves de nova geração implicou um aumento antecipado dos custos operacionais, antes da maturação plena das receitas e da optimização da rede.
Em coordenação com os accionistas, está em curso um plano de reestruturação financeira e operacional, destinado a estabilizar os resultados e assegurar a sustentabilidade da empresa a médio prazo.
A companhia assegura ainda que não se deixará desviar por “ruído externo ou tentativas de descredibilização institucional”, reiterando a ambição de consolidar-se como uma transportadora de referência no continente africano.




