Está em fase de arranque operacional, nas imediações do Porto de Luanda, a Rafinole, nova plataforma industrial integrada de óleos, gorduras e ingredientes alimentares em Angola, desenvolvida pelo Grupo Angoalissar. A unidade ocupa uma área de oito hectares e apresenta uma capacidade instalada para processar diariamente cerca de 400 toneladas de óleos vegetais brutos.
De acordo com o comunicado, a infra-estrutura foi concebida como uma plataforma industrial de longo prazo, com enfoque na produção local de bens alimentares essenciais e na integração da cadeia de valor a jusante. A refinação de óleos constitui apenas a base de um modelo produtivo que inclui a transformação em diversos produtos de maior valor acrescentado.
Em termos de capacidade anual, a unidade prevê produzir 18 mil toneladas de margarinas e gorduras vegetais, sete mil toneladas de maionese e molhos e sete mil toneladas de vinagre. Esta oferta destina-se tanto ao consumo doméstico como ao fornecimento da indústria nacional, abrangendo sectores como panificação, produção de biscoitos, conservas, restauração, agro-indústria e sabão.

Na fase inicial, a Rafinole coloca no mercado 17 referências de produtos, embalados localmente em diferentes formatos. Paralelamente, assegura fornecimentos a granel para fabricantes que utilizam óleos e gorduras vegetais como matérias-primas essenciais nos seus processos produtivos, reforçando o abastecimento da indústria alimentar nacional.
O comunicado sublinha ainda que os subprodutos gerados no processo de refinação são integralmente reaproveitados dentro do grupo empresarial. As gorduras residuais são encaminhadas para outras unidades industriais, nomeadamente fábricas de sabão e de confeitaria, num modelo de economia circular que visa reduzir desperdícios e maximizar o valor acrescentado local.
Segundo Wissam Nesr, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Angoalissar, o investimento pretende reforçar a produção interna e reduzir a dependência externa de produtos alimentares transformados, contribuindo para a segurança alimentar e para a diversificação da economia nacional.
A unidade está equipada com tecnologia industrial moderna e sistemas de controlo de qualidade e segurança alimentar, tendo permitido já a criação de mais de 400 postos de trabalho directos, com prioridade ao emprego local e à capacitação técnica contínua.



