A epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) ultrapassou os 4.000 casos confirmados e 1.850 mortes, tornando-se o segundo maior surto da doença alguma vez registado. A província de Ituri, no nordeste do país, concentra uma parte significativa dos casos.
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A rápida transmissão do vírus está a dificultar o rastreamento de contactos e a contenção da epidemia. Uma parte das novas infecções ocorre fora das cadeias de transmissão conhecidas, aumentando a dificuldade de identificar e isolar novos casos.
A resposta é agravada pelos conflitos armados, deslocações populacionais, falta de profissionais de saúde e limitações de financiamento. Estes factores dificultam o acesso às comunidades afectadas e o acompanhamento dos doentes e dos seus contactos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Africa CDC reforçaram a vigilância epidemiológica e as operações de controlo, enquanto avaliam estratégias de vacinação e tratamento. A OMS analisa ainda a possibilidade de utilização da vacina Ervebo, embora esta não tenha sido desenvolvida especificamente para a estirpe Bundibugyo.
Além da emergência sanitária, o surto representa um risco económico e social para as regiões afectadas, devido às limitações à mobilidade, à pressão sobre os sistemas de saúde e à interrupção de actividades económicas. As autoridades reforçam a vigilância nas fronteiras para reduzir o risco de propagação para países vizinhos.
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