O Banco de Poupança e Crédito S.A. (BPC), maior banco público do país, encerrou 2025 com um prejuízo superior a 14 mil milhões de kwanzas e com os seus fundos próprios ainda em terreno negativo, segundo dados oficiais do balancete do quarto trimestre.
POC NOTÍCIAS | ANA ATALMIRA | geral@pocnoticias.ao | Foto: DR
Os números revelam que, apesar de gerir activos na ordem de 1,65 biliões de kwanzas e de movimentar mais de 40 biliões em operações financeiras num único trimestre, a instituição continua incapaz de inverter o ciclo de perdas e de reequilibrar a sua estrutura financeira.
O resultado líquido do período fixou-se em -14,36 mil milhões de kwanzas, agravando o desempenho face ao saldo anterior e confirmando que o banco permanece sob forte pressão financeira.
Ao mesmo tempo, os fundos próprios mantêm-se negativos em cerca de 284 mil milhões de kwanzas, um indicador considerado crítico no sector bancário, por traduzir insuficiência estrutural de capital.
Apesar do volume expressivo de activos 1,65 biliões de kwanzas, o valor representa uma redução face aos 1,70 biliões registados anteriormente, sinalizando uma ligeira contracção da dimensão global do banco no fecho do exercício.
O passivo atinge 1,36 biliões de kwanzas, dos quais cerca de 1,20 biliões correspondem a recursos de clientes e outros empréstimos, evidenciando a forte dependência da captação de depósitos para sustentar a actividade.
Os dados agora divulgados mostram que, mesmo com uma intensa circulação financeira trimestral superior a 40 biliões de kwanzas, o BPC continua a enfrentar desafios estruturais profundos, num momento em que o sistema financeiro nacional exige maior solidez, confiança e disciplina de capital.
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