Angola reforçou a sua posição no panorama africano da Experiência do Cliente (CX), com a participação de Virgílio Alves, fundador da CX Angola, no mais recente fórum continental dedicado ao tema. A CX Angola, considerada a maior comunidade do sector no país e afiliada da Customer Experience Professionals Association (CXPA), tem vindo a consolidar-se como referência regional, através de iniciativas de literacia, formação e transformação empresarial.
“Foi um enorme orgulho e uma responsabilidade acrescida mostrar que Angola está comprometida com a agenda da inovação e da experiência do cliente”, afirmou Virgílio Alves, sublinhando o impacto da representação angolana no encontro.
O fórum reuniu especialistas de vários países africanos para debater o futuro do CX, abordando questões estratégicas como a experiência do cidadão nos serviços públicos, a liderança empresarial, a adaptação tecnológica à realidade africana e os programas de Voz do Cliente como ferramentas de apoio à decisão.
Alves interveio em dois painéis de debate “Leading Effective Voice of the Customer Programs e Shaping the CX Profession at National Levels”, e integrou ainda duas comissões de trabalho: a do Plano Estruturante de Governança da Experiência do Cliente no Sector Público, onde apresentou o panorama de Angola e dos PALOP, e a da Pesquisa do Índice Africano de Experiência do Cliente, dedicada à recolha e análise de dados para apoio às organizações.
As discussões destacaram também o papel da juventude e da diáspora, com enfoque no apoio às PME e na integração da experiência do cliente nos currículos académicos. Para Alves, estas medidas são cruciais para preparar as novas gerações e as empresas para um mercado cada vez mais centrado no cliente.
Na leitura do representante angolano, Angola assume já uma posição de liderança entre os PALOP, com progressos notórios no sector privado e iniciativas emergentes no sector público. Entre os exemplos internacionais partilhados, destacou o programa Irembo, do Ruanda, que utiliza o Customer Scorecard como ferramenta de medição da qualidade dos serviços públicos, apontando-o como modelo a inspirar a realidade nacional.
“O mais importante é garantir consistência e inovação, para que Angola continue a afirmar-se como actor de referência na experiência do cliente em África”, concluiu Alves.




