O Ministério da Indústria e Comércio, em parceria com o Grupo Naval, realizou hoje, em Viana, um encontro sobre os “Desafios e Oportunidades das Indústrias de Bens Alimentares em Angola”, destacando a importância estratégica do sector para o desenvolvimento económico nacional.
Segundo o Ministro da Coordenação Económica, José de Lima Massano, a indústria transformadora alimentar representa já 33% do sector transformador e registou um crescimento de dois dígitos no primeiro trimestre de 2025. O governante defendeu a necessidade de reduzir a dependência de factores externos e reforçar a integração das cadeias produtivas, salientando que decorrem igualmente os preparativos para o Orçamento Geral de 2026.
Por seu lado, o Ministro da Indústria e Comércio, Rui Minguens, alertou para os desafios impostos pelo crescimento demográfico acelerado, estimado em 3,3% ao ano, um dos mais elevados do mundo. “As responsabilidades alimentares superam os 30 mil milhões de dólares, o que constitui um grande desafio para a indústria. O sector tem a obrigação de assegurar o abastecimento e garantir preços acessíveis à população”, afirmou.
O encontro reuniu representantes institucionais, empresários e especialistas, com o objectivo de analisar estratégias para aumentar a produção nacional, modernizar a indústria e atrair investimento privado.
O Grupo Naval, parceiro do evento, reafirmou o seu compromisso com o fortalecimento do sector. Com sete unidades industriais em funcionamento, o conglomerado emprega mais de 3.000 colaboradores, sendo 50% mulheres, e desde 2019 tem intensificado o investimento em infra-estruturas, logística e inovação tecnológica.
A iniciativa reforça a aposta do Executivo e do sector privado em estimular a produção interna, aumentar a competitividade e garantir a sustentabilidade do abastecimento alimentar, no quadro da estratégia de diversificação económica e redução das importações.