A oferta pública para a privatização de quase 30% do capital social do Banco Fomento Angola (BFA) vai decorrer entre a primeira e a última semana de Setembro, anunciou nesta quarta-feira Álvaro Fernão, Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE).
O responsável sublinhou que esta será “a maior oferta em bolsa desde a criação da bolsa de valores angolana”, permitindo a participação de investidores institucionais e particulares. A operação envolve 15% do capital detido pela UNITEL e cerca de 14,6% do BPI, elevando para 30% a percentagem de acções a ser colocada no mercado.
Actualmente, o Estado angolano controla 51,9% do BFA de forma indirecta, através da UNITEL, enquanto o grupo português BPI detém 48,1% do capital.
Em 2024, foi concretizada a primeira fase do processo com a venda de 15% da participação do Estado no BFA, através de uma Oferta Pública Inicial (IPO) na bolsa nacional, conforme despacho presidencial.
Álvaro Fernão destacou que esta operação será “uma grande oportunidade para o mercado de capitais nacional”, acrescentando que os resultados da colocação serão conhecidos no final de Setembro. “Estamos à espera de uma grande operação, a maior que já tivemos”, afirmou.
No balanço do primeiro semestre, o IGAPE reportou a privatização de quatro grandes activos, incluindo a fábrica de cimento CIF, avaliada em 180 mil milhões de kwanzas, uma unidade de montagem de automóveis na Zona Económica Especial, uma cervejeira e um supermercado no Zamba III, num valor global próximo de 200 mil milhões de kwanzas.
O presidente do IGAPE garantiu que a estratégia de mitigação de incumprimentos contratuais está a ser implementada para assegurar a continuidade operacional das empresas privatizadas, com renegociação de prazos e ajustes financeiros.